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4 SONHOS
O Protagonista

  Fortaleza, maio 24, 2019 - “Nunca antes na história deste País” três canetadas do Governo Federal, sepultando paradigmas anacrônicos que sobreviviam desde o século passado, sacudiram tanto a grossa poeira que retirava o brilho da indústria do turismo do Brasil e proibia que esse setor saísse do chão. Essas medidas acenderam a luz no fim do túnel de um setor que corresponde a algo como dez por cento de todos os empregos gerados no mundo, mas, no Brasil, só servia para a retórica de políticos.

No jogo global do turismo internacional, o Brasil jamais oscilou muito além da casa dos 6 milhões de turistas/ano. Desses, 76% correspondem a Turistas de negócios e eventos, significando que a enorme maioria dos gringos que pousam em nossos aeroportos vem ao Brasil por força das obrigações profissionais, não para curtir nossas atrações naturais e culturais. Pasmem, o minúsculo e distante de tudo Chile recebe tantos turistas internacionais quando o continental e diversificado Brasil.
 
O primeiro sonho do Turismo brasileiro a virar realidade foi o Decreto que aboliu a exigência de vistos prévios nos passaportes dos cidadãos de alguns países que eram obrigados a pagar caro e aguardar muito para poder visitar nosso país. Essa luta do setor junto ao Governo Federal se arrastava há décadas, sem sucesso. Agora estamos mais acessíveis e desburocratizados para receber fluxos turísticos internacionais e mais competitivos diante de outros Destinos Turísticos que não possuíam essa exigência. Podemos, pelo menos, lutar em pé de igualdade com a concorrência que adorava esse dispositivo tupiniquim.

O segundo sonho do setor do turismo que o protagonista peitou e realizou foi a eliminação da exigência de percentual mínimo de capital nacional na estrutura societária das companhias aéreas que operam a malha doméstica do país. Com um território que nos faz ser o quinto maior país do planeta, transporte aéreo é sim gênero de primeira necessidade para o desenvolvimento econômico e infraestrutura indispensável para a indústria do turismo.

O terceiro sonho a virar realidade é a decisão política de propor um novo marco legal e regulatório capaz de possibilitar o disciplinamento ambiental para o uso e ocupação de áreas que detém forte vocação turística e que estejam situadas dentro de APAs - Áreas de Proteção Ambiental. Afinal, ninguém vai investir milhões em um Eco Resort de padrão internacional e permitir a degradação ambiental ou social do seu entorno. Seria um tiro no pé e a perda de muito dinheiro. A experiência internacional está repleta de provas de que a chegada de empreendimentos que praticam o Turismo sustentável preserva muito mais que a gritaria de eco-xiitas.

Para muitos Estados que não tem para onde correr para criar empregos que não passem pela economia do Turismo, seria plausível assistir o amplo e irrestrito apoio, o reconhecimento e o papocar de fogos por esses feitos super relevantes. Contudo, o destaque tem sido a autofagia de alguns que preferem fazer gol contra a assistir o time nacional ganhar o jogo. É a velha metáfora do caranguejo sergipano que, quando percebe um companheiro conseguindo sair da lata se enrosca com ele e caem todos novamente no fundo.
 
Na vida, como na arte, alguns são protagonistas e outros são coadjuvantes. Não é porque não sou o ator principal da peça que eu vou tirar o brilho e o mérito do espetáculo.

Que venha o quarto Sonho...

Credito: Allan Aguiar, ex-secretário de Turismo do Ceará in Expresso CE 

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